20070526

Passeios públicos de Mafamude - Parte I

Não! Isto não é em Angola; não é em Moçambique. Isto é em Mafamude!
Gostava de saber a razão pela qual os passeios públicos desta freguesia se encontram neste estado de degradação. A junta de freguesia, do PSD/PP, demonstra a sua "competência" para governar Mafamude; como é que é possível ganhar eleições e depois demonstrar tamanha desorganização?
Os mafamudenses, ou não olham para os seus passeios ou gostam de viver no terceiro mundo e deve ter sido para isso que elegeram o Sr. Vieira para seu presidente de junta; isto é , para não fazer nada. Como é que o PSD/PP quer colocar "Mafamude Na Frente", se nem das coisas básicas eles são capazes de tratar.




Vandalismo

Em Gaia, até os edifícios mais recentes são alvo de "atentados à estética" . Nem os prédios mais novos escapam às malhas do vandalismo (como se pode observar nas fotos seguintes).
A sensação que as pessoas que habitam em Gaia experimentam é a de viver num imenso subúrbio degradado, no qual as novas habitações nem sequer podem dar-se ao luxo de manter o seu exterior limpo das "agressões" de spray de um qualquer bando de marginais.
A coligação PSD/PP, que (des)governa a câmara de Gaia, continua a não dar sinais de querer mudar esta situação.
Aqui ficam alguns exemplos do vandalismo das paredes de Gaia nas fotos abaixo postadas.




20070524

Conservação de habitação em Mafamude

A habitação em Mafamude chegou a este estado.Grandes propriedades luxuosas, em grande parte deixadas ao abandono e desleixo. A junta de freguesia de Mafamude permite que esta situação perdure infinitamente.


Como é que a coligação PSD/PP tinha como slogan, nas eleições de 2005, "Mafamude Na Frente" e na realidade, Mafamude não fica nada na frente?

Quer dizer, pode ficar na frente, mas do desleixo.


Esta casa fica situada bem no coração de Mafamude, na Rua da Rasa. A famosa Villa Rosa, abandonada desde a morte dos seus donos e deixada à sua sorte até cair de podre. Recentemente um incêndio abateu-se sobre a mansão.

Um belo exemplo da conservação das casas em Mafamude, e a junta de freguesia a ver o comboio a passar e a não fazer nada...

20070523

Os autocarros em Mafamude.

Resido em Mafamude e recentemente experimentei, por necessidade, as novas linhas dos STCP, aqui na freguesia. Estas mudanças de percurso a que foram sujeitas as linhas do antigo 82, 84 e 83 são uma autêntica paródia .
Seria bom que fizessem rir, mas, infelizmente, não fazem. Antes pelo contrário, dá até vontade de chorar, como é que foi possível que permitissem a mistura de diversas linhas, como é o caso do 15 e 51 com a linha do 82 e 84? Estas pessoas que decidiram isto, esqueceram-se que agora, para os utentes dos serviços, se torna mais moroso chegar ao Porto, vindo de Gaia. Em vez de descer a Avenida da República e atravessar a Ponte Luís I em direcção ao Porto, os "agora baptizados" autocarros 905, 903, seguem pela Rua Pádua Correia em direcção ao hipermercado Continente, atravessando becos e mais becos, por um trajecto interminável, fazendo com que o percurso, de Mafamude ao Porto demore cerca de 50 minutos.
A junta de freguesia de Mafamude, devia ter tomado posição sobre as alterações das linhas dos STCP e devia ter defendido com garra e afinco os interesses dos habitantes de Mafamude (também utentes dos autocarros referidos). A junta de freguesia de Mafamude - liderada pela coligação "Mafamude na Frente", PSD/PP - nada fez em prol da defesa dos direitos dos mafamudenses e bem que poderia ter utilizado o seu poder reinvindicativo para impôr uma solução aos STCP, mas o certo é que deixou passar a situação em branco, talvez pensando que os mafamudenses sejam todos ricos e tenham viatura própria e nem precisem de se deslocar de autocarro. O certo é que todos os meus vizinhos estão revoltados com a situação e também estão desiludidos com a inércia da junta de freguesia de Mafamude em não defender os interesses de Mafamude, de forma conveniente.


20070520

Onde está a igreja de Mafamude?

A bela igreja de Mafamude surge-nos aqui, bastante descaracterizada do fulgor de outros tempos, em que dominava, com a sua silhueta, a paisagem dominante. Como se pode vislumbrar, a igreja de Mafamude, actualmente resiste à "invasão urbana" dos últimos 25 anos (coincidentes com a gestão PSD do Sr. Fernando Vieira).
De forma quase heróica, este templo cristão, permanece isolado no meio de blocos de apartamentos e quase que é absorvido por estes exemplares da construção civil, que de facto inferiorizam um lugar de culto religioso, com a sua presença no lugar; e ainda por cima de uma forma desordenada.



Com o decorrer do tempo, a igreja de Mafamude deixou de também poder ser avistada do lado da Avenida da República, devido à construção de um "novo local de culto". Desta vez não foi mais um templo religioso, mas sim, um templo de consumo - ainda por cima Espanhol.



Em Mafamude sacrifica-se a estética urbanística e o reordenamento urbano, em troca da proliferação de uma desenfreada construção civil, a qual, em nome de um pretenso progresso, vai "soterrando nos barris do esquecimento" o património cultural histórico da nossa freguesia. Em nome de interesses comerciais, tudo se esquece, e se desvaloriza.
Agora entendo a razão pela qual o presidente da Câmara Municipal do Porto, não quis que fosse edificado na zona da rotunda da Boavista, este "mastodonte" do comércio ibérico. Por aqui, a junta de freguesia de Mafamude (dirigida por uma coligação PSD/PP) nem se apercebeu de nada.

20070518

Em Mafamude não se festejou o dia da liberdade!


Mais uma vez se repetiu. O executivo PSD/PP (coligação de direita) que "dirige" a junta de freguesia de Mafamude, resolveu não se associar às comemorações dos 33 anos do 25 de Abril de 1974 - o dia em que os portugueses voltaram a ser livres - depois de 48 anos de ditadura fascista que oprimiu Portugal.


O 25 de Abril de 1974 continua a ser uma data incómoda para muita gente. Pelos vistos deve-o ser para o Sr. Fernando Vieira, ilustre presidente da junta de freguesia de Mafamude (aqui na foto) que dirige, há cerca de 25 anos, os destinos da freguesia, e também para a sua equipa composta por militantes do PPD/PSD e do CDS/PP (partidos da direita, que se diz democrática).
Esta decisão da junta de freguesia de Mafamude, em não querer assinalar o dia da liberdade, leva-nos todos a reflectir sobre a consciência, a maturidade, a preparação e a formação daqueles que foram eleitos pela população para os representar nos cargos públicos. Será que o povo votou bem? Será que o povo sabia o que estava a fazer? Será que o povo não está a confiar a gestão da "coisa pública" a pessoas saudosas pelo regresso de um regime totalitário?
Mas qual o interesse em menorizar uma data tão importante como foi o 25 de Abril de 1974? Quem tem interesse em ignorar o "dia da liberdade" são aqueles que perderam o poder com a queda do regime fascista português; são aqueles que acham que o 25 de Abril é um dia de luto nacional; são os simpatizantes do PNR (os neo-nazis que se reclamam herdeiros do nacionalismo lusitano, para esconder os seus instintos racistas, xenófobos, intolerantes e violentos); são aqueles que querem manter a população menos instruída na ignorância, cobrindo com o véu do obscurantismo a história e fazendo esquecer esta data da "revolução dos cravos", para depois desacreditar o regime democrático e preparar a chegada de novas ditaduras.


Esta coligação partidária, de direita, que gere os destinos da freguesia de Mafamude, ao tomar esta atitude vergonhosa, de querer branquear uma data tão importante como é a do 25 de Abril de 1974, apenas vai ao encontro daqueles e daquelas que pretendem o fim da democracia em Portugal.
A liberdade não é um dado adquirido; a liberdade conquista-se no dia-a-dia, luta-se por ela; a liberdade é um bem precioso e frágil, que pode ser quebrado a qualquer momento.
O Sr. Fernando Vieira, presidente da junta de freguesia de Mafamude, demonstra um evidente desprezo pelo dia da liberdade, preferindo rebaixar o 25 de Abril e também o 1.° de Maio (que, igualmente não foi comemorado em Mafamude, este ano).
Qualquer dia, podemos esperar ver a junta de freguesia de Mafamude (liderada pela coligação PSD/PP) a festejar o 28 de Maio de 1926 (data da instauração da ditadura militar que deu origem à ditadura de Oliveira Salazar, Marcello Caetano, Américo Thomaz e sua filha Natália) ou mais não seja, festejar o "24 de Abril".
O irreal, nisto tudo, é que até os correlegionários do Sr. Fernando Vieira (o caso do Dr. Alberto João Jardim, militante do PPD/PSD da ilha da Madeira e presidente do governo regional da mesma) festejam o 25 de Abril de 1974; muitos fazendo-o à sua maneira, é certo e sabido.
O que se fez em Mafamude, foi um profundo desrespeito pela memória de muitos, que perderam a vida, lutando pela conquista da liberdade, e não me refiro somente ao povo de esquerda; que dizer então do Dr. Francisco Sá Carneiro (fundador do PPD/PSD, o partido do presidente da junta de freguesia de Mafamude) que ainda durante a ditadura do Estado Novo, no final dos anos 60 e começos dos anos 70, primeiro como deputado da ala liberal e depois como colunista no jornal Expresso, "denunciou" os atropelos dos direitos fundamentais pelo regime ditatorial, então vigente.
Mafamude é uma freguesia histórica. Das mais antigas de Portugal, e merecia uma governação responsável, mas também uma governação que tivesse respeito e consideração pela memória colectiva e que desse valor às conquistas obtidas com muito suor e sacrifício.O 25 de Abril de 1974 deve ser festejado por todos aqueles que amam a liberdade, que gostam de viver a sua vida em liberdade, respeitando o próximo, incluindo as suas diferentes formas de pensar. O 25 de Abril está longe de ser uma festa exclusiva de comunistas (para isso havia o 11 de Março de 1975).Quem não gosta do 25 de Abril, não quer viver em liberdade; nem quer permitir que os outros vivam usufruindo da mesma liberdade.

20070517

Só em Mafamude.

De lamentar que as nossas ruas, aqui em Mafamude, estejam neste estado. Esta é a parede de um prédio em frente ao Jardim Soares dos Reis. A placa que indica o nome da referida rua encontra-se desta forma, bastante degradada, sem contar com a "absurda pintura rupestre" desenhada com spray (e de certeza que não era spray nasal) a adornar esta parede de forma tão caricata, de modo que não se percebe o significado do ilustre desenho (se é um avião, torpedo ou algo escrito em linguagem estrangeira) .
Decididamente, o vandalismo abunda em Mafamude e ninguém consegue parar os "artistas" que criam semelhante forma de actividade de "enfeitar" o alheio com as suas manifestações de arte.
A Junta de Freguesia de Mafamude não tem estado atenta a este tipo de situações. Laissez Faire, Laissez Passer...