20090831

O Populismo Laranja

Os barões do PSD acordaram de um pesadelo. Chama-se Populismo. José Pacheco Pereira convidava há dias esta gente indecorosa a sair do partido. Talvez seja o momento de ser ele a sair, quanto mais não seja por sentir que a maioria dos militantes do PSD deseja, como reconheceu Marcelo Rebelo de Sousa, precisamente, um PSD mais populista, ou seja, menos conformista, menos amiguista, menos nepotista, menos incestuoso e mais PPD, embora porventura menos notívago, menos homofóbico, menos preguiçoso, menos mediático e menos vago que o populismo de Santana Lopes. Terá Pacheco Pereira coragem para mudar-se? Mas para onde? Esta é a pergunta que toda gente graúda do PSD que ainda não trabalha com o PS ou para o actual governo Sócrates faz depois da vitória de Luís Filipe Menezes.

O papão do populismo não passa disso mesmo: de um papão. Não convém, por isso, exagerar a sua importância.

Em primeiro lugar, porque a matriz ideológica e social do PPD-PSD é geneticamente populista, na modulação muito própria que lhe foi dada desde o início por Francisco Sá Carneiro, e que o Cavaquismo I não eliminou, em boa medida porque o Cavaquismo I, com um modo de estar na política mais conservador (embora num quadro de regras obviamente democráticas e com um jackpot financeiro a ajudar), durou apenas o tempo da ilusão dourada permitida pelos gigantescos afluxos de moeda dos primeiros dois Quadros Comunitários de Apoio (1989-93 e 1994-99), que a entrada no Euro em 2002 viria a desfazer progressivamente, à medida que fomos percebendo que uma inflacção não declarada, tornada imperceptível através da brutal diminuição das taxas de juro, mas não menos real, de 300% a 500%, se foi abatendo insidiosamente sobre o cabaz de compras quotidianas à medida que a transição dos escudos para os euros foi tendo lugar. Basta pensar (apesar da escassez de informação publicada) na evolução dos preços do pão, leite, café, massa, arroz, peixe, carne, ovos, fruta, vinho, azeite, salsa e coentros! A convergência ilusória do nosso desenvolvimento com a média comunitária desaparecera, e no seu lugar fomos tendo deslocalização de empresas, desemprego, falências, descontrolo da dívida pública, corrupção à vista e muita miséria envergonhada.

Ou seja, regressados à divergência com a Europa melhor organizada e rica, os portugueses deparam-se hoje com um poder sucessivamente incapaz de lhes resolver os problemas, sem norte, fracturado, e onde a cada dia que passa se acumulam os escândalos e os encobrimentos. Os políticos que enriqueceram à custa da democracia sumiram-se nos conselhos de administração de empresas outrora públicas e hoje parcialmente privatizadas, ou permanecem camuflados no seio de companhias e institutos ineficientes, irresponsáveis e progressivamente inviáveis. Em geral, tais oportunistas não querem ouvir falar de política, e só puxados a ferros aceitam dar a cara pela coisa pública. O comportamento dos barões do PSD é a este título o mais escandaloso dos exemplos. E é pois neste contexto que novos afloramentos de tipo populista são inevitáveis, não apenas num partido geneticamente populista, como o PPD, mas também no PS, como avisava precocemente Mário Soares num comentário alarmista sobre a eleição de Luís Filipe Menezes.

Em segundo lugar, não devemos afunilar a discussão do futuro do PPD-PSD para o tema, aliás cada vez mais actual e interessante, do populismo(1), entre outras razões, porque há populismos para todos os gostos. Populismos históricos (Espartacus, Júlio César), de esquerda (Perón, Getúlio Vargas, Leonel Brizola, Evo Morales, Hugo Chavez, Néstor Kirchner), de extrema-esquerda (Fidel Castro, Daniel Ortega), de centro (Theodore Roosevelt, Charles de Gaulle), de direita (Margaret Thatcher, Nicolas Sarkozy, Alberto João Jardim), de extrema direita (Jean Marie Le Pen) e pós-modernos (Yulia Tymoshenko, Ségoléne Royal ou François Bayrou). Há mesmo quem defenda que nenhum regime político ou formação partidária escapa aos tiques populistas, nomeadamente desde que a profissionalização do marketing e das relações públicas tomou conta dos discursos e das aparências dos políticos. Ora a origem clássica do populismo informacional aplicado ao exercício da acção política encontra-se plenamente estabelecida desde a colaboração do sobrinho de Sigmund Frëud, Edward L. Bernays, com o presidente norte-americano Franklin D. Roosevelt, e a publicação, em 1928, do seu livro seminal, Propaganda.

Eu não sei como vai aparecer hoje Luís Filipe Menezes. Creio que iria mal se desse demasiada trela a Santana Lopes, ou se mostrasse preocupação com posições passadas. Ao contrário de José Sócrates, que já prometeu e recebeu votos por tais promessas, lançando-as borda fora assim que chegou ao governo, o novo líder ainda não prometeu nada, e só começam a contar as promessas que fizer daqui para a frente. É uma verdade óbvia que só mesmo os atarantados barões e comentadores profissionais do PSD não entendem nesta difícil hora da derrota.
O que penso sobre uma possível trajectória útil do novo líder já o escrevi no artigo anterior sobre esta eleição. Não sou eleitor do partido laranja. Não tenho qualquer interesse pessoal no seu êxito ou fracasso. Limito-me a observar criticamente a situação e formular intimamente o desejo que não seja mais uma falsa partida e mais uma oportunidade perdida para a imprescindível e inadiável metamorfose do nosso sistema político-partidário.


In: http://oam0907.wordpress.com/2007/10/01/o-populismo-laranja/

20090719

Para onde vai o Presidente?

Cavaco, pode dizer-se sem favor, é hoje um activo dirigente político que abandonou o palco neutral.


Hoje já ninguém tem dúvidas. O Presidente da República avançou para um novo protagonismo que se distancia do dos seus antecessores. Ou seja, o semipresidencialismo português, que parecia estar formatado de acordo com regras de equilíbrio que os principais constitucionalistas consideram adequadas ao caso português, está a evoluir numa outra direcção que vai deixando o mundo político surpreendido e expectante. A máxima deste desvio está bem consubstanciada na mensagem de Belém: "Se querem que o Presidente da República não intervenha não o obriguem a intervir." A propósito ou não, veio--me imediatamente à cabeça um slogan que fez história no mundo da rádio em Portugal e em Angola, gizado por um profissional criativo mas muitas vezes ultrapassando as fronteiras do delírio puro, Paulo Cardoso, que terminava todos os serviços noticiosos das estações que dirigia com "se não quer que noticiemos não deixe que aconteça".

Os exemplos têm-se sucedido e Cavaco, pode dizer-se sem favor, é hoje um activo dirigente político que abandonou o palco neutral e apaziguador de Belém para se envolver nas coisas pequenas e grandes da vida partidária, da acção governativa, correndo mesmo o risco de passar a ser um actor que ‘dispara’ contra aqueles que não fazem parte do seu universo político e ideológico.

O Presidente da República, eleito por sufrágio eleitoral universal e directo, pode vir a criar um grave conflito institucional com o Governo (qualquer Governo), que também se forma a partir de actos eleitorais, onde a vontade do povo se expressa no apoio inequívoco a programas de governo claramente explícitos. A convergência de posições, explícitas ou implícitas, entre Cavaco Silva e Manuela Ferreira Leite, a forma regular como recebe personalidades da direcção do PSD, que desenvolvem, agora, a estratégia do PSD e antes a de Cavaco (como é o caso de Relvas), não abonam a favor da ideia de que Cavaco é o Presidente de todos mas antes ajudam a tese de que tem interesses politicamente parciais. Não sei quais são as vantagens do envolvimento do PR nesta teia emaranhada e confusa. Mas tenho pena de que, tendo sido eleito por gente de todos os partidos, corra o risco de criar clivagens na única instituição consensual, a última onde os portugueses sabem que reside a democracia. É que, talvez valha a pena lembrar, Cavaco Silva é, para todos os efeitos, o garante do cumprimento da Constituição. Jamais o garante da direcção da governação.

Emídio Rangel, Jornalista

In: http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelID=00000093-0000-0000-0000-000000000093&contentID=C9EBD049-3A57-4257-B194-28C19FD6D281

20090614

Sermão Fascista

Um sermão cínico sobre o Ultramar, dias antes da revolução de 25 de Abril de 1974.Era assim o tempo de antena fascista antes de haver liberdade em Portugal.

20090610

Hino fascista

Uma das maiores idiotices do fascista Jardim da ilha da mamadeira.

20090526

Carneiro! O que encobriu a ditadura e criou outra


Este homem, um fascista encapotado de "social democrata", no final dos anos 60 do século XX, ajudou a encobrir uma ditadura fascista, que vigorava em Portugal. Depois, nos inícios dos anos 70, adivinhando o fim dessa ditadura, quis-se demarcar dela, para não ser conotado com os fascistas e após a revolução de Abril de 1974, fundou um partido para meter todos os fascistas lá dentro, o famigerado PPD/PSD. A União Nacional tinha sido extinta, e os militantes do partido único foram todos para esse partido cor de laranja.
Mais, este homem representa um insulto a toda a verdadeira social democracia e a todo o centro-esquerda, ao declarar-se social democrata quando perfilhava ideiais nazis.
Muita gente enganada, ainda vota neste partido, julgando que é um partido moderado. Mas na realidade é um antro de fascistas, nazis e corruptos. O centro do banditismo nacional. Aí está a verdadeira origem da democracia deste homem.

20090524

Fascista Guedes a levar porrada do bastonário da OA

Esta sujeita é familiar de um falecido militante fundador do partido fascista PPD/PSD. Já foi cantora, etc; já teve affairs amorosos com muita gente e agora é jornalista numa televisão privada portuguesa onde costuma dar prevalência aos ataques ao governo democrático do PS.
Tem a mania de efectuar manipulações de cariz político para tentar conduzir a direita laranja ao poder e a sua estação faz muita publicidade ao fascista Balbino Caldeira, o tal que anda a perseguir José Sócrates, em vez de perseguir o Jardim da Madeira,por exemplo.
Numa entrevista sobre a OA, o seu bastonário disse-lhe as verdades todas na cara.

Fascista Manuela Moura Guedes a levar um sermão do Bastonário da OA

20090422

1969

Para recordar a revolta dos estudantes em Coimbra, em 1969.

Crise Académica de 1969


Vejam o Ministro da Educação fascista! Hoje em dia faz programas sobre história na televisão e parece ser um senhor de bem; como se nunca tivesse tido nada a ver com estas histórias.

Coimbra 1969 - Revolta Estudantil